quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pedal fraterno


Hoje é dia do Pedal do Silêncio, movimento em homenagem aos ciclistas que morrem todos os anos no trânsito selvagem das grandes cidades. Vá de camiseta branca ou com uma tarja preta no braço.
Não poderei comparecer pois estarei trabalhando neste horário. Mas fica aqui o meu desejo de um bom pedal a todos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Oficina ao ar livre!


Na ciclovia da praia de botafogo quase chegando na Urca está o seu Túlio e sua oficina. Para aquele quebra-galho como um pneu furado, corrente presa, enfim tudo o que você precisar consertar na sua bike será consertado no seu Túlio. O melhor mesmo é que ele funciona nos sábados, domingos e feriados.
Antigamente ele trazia sua cadeirinha suas ferramentas e seu manacial de cabos, pastilhas de freio, câmaras e pneus numa belina velha. A belina ainda está lá mas agora ele tem um ponto fixo. É que prefeitura gostou tanto da idéia dele que resolveu legalizá-lo e ainda forneceu um quiosque como vocês podem ver na foto. Tudo para o maior conforto do cliente e do seu Túlio.
É um salva-vidas para aqueles que resolveram sair de bike e se viram em apuros. Se você precisar procure o seu Túlio que ele resolve. Mas não deixe de pechinchar muito, ele às vezes cobra o preço do feriadão. Quem não chora, não mama!!!
Abração e boas pedaladas!

domingo, 17 de maio de 2009

Passeio pela Urca - Pista Cláudio Coutinho




Um belo passeio de bike que se pode fazer no Rio é pelo tradicional bairro da Urca. Neste post vai a primeira parte do passeio, uma visita a pista Cáudio Coutinho no costão do morro Pão de Açucar.
Quem sai da zona norte ou do centro pode ir pelo aterro do flamengo via ciclovia até o prédio da UFRJ na esquina da Av. Pasteur com Av. Venceslau Brás. Quem vem da Zona sul, da mesma forma chega por lá pegando a ciclovia que vem da orla. Na av. Pasteur siga no sentido dos carros pela direita e aproveite o trânsito tranquilo e com poucas linhas de ônibus. Aprecie a sequência de prédios interessantes pelo caminho com destaque para o prédio do Instituto Benjamim Constant.
Na Praça Gal. Tibúrcio junto à praia estacione sua bike com todo conforto nos bicicletários colocados à esquerda de quem está de frente para o mar. Estão em ótimas condições. Deixe sua bicicleta presa com cadeado e despreocupe-se. O local é área militar e a segurança é total.
Você não pode entrar de bike na pista Cláudio Coutinho, e nem precisava pois o trajeto é curto e muito tranquilo. A pista oferece várias opções de escalada para quem está começando e para quem quer desafios maiores. No fim da pista começa a trilha para escalar o paredão do pão de açucar.
Mas se você não curte escaladas, como eu, não se preocupe. A vista é linda e o lugar é bom para pescaria também. A flora é deslumbrante e o parque está sendo todo reflorestado. Há algumas pequenas trilhas pelo caminho tanto em direção ao mar quanto em direção ao morro. Aventure-se, você não vai se arrepender. Preocupação só se o mar estiver muito agitado, neesse caso o melhor é se contentar em explorar a floresta.
Uma destas trilhas percorrida em torno de 25min leva aos bondinhos no morro. Outra, curtíssima em direção ao mar leva você a um lindo local entre as pedras e banhado pelo mar.
Não deixe de experimentar! É grátis, gostoso e seguro. Bom para levar a criançada também.

Ah! Sim, O Bicicletista é tricolor de coração.

sábado, 16 de maio de 2009

Dicas de chuva

Dia chuvoso. Como passear de bike num dia assim? Quais cuidados tomar? Veja as dicas a seguir:

1. a pista está escorregadia portanto ande mais devagar e com mais cautela;
2. procure utilizar primeiro o freio traseiro pois é mais fácil controlar a bike escorregando com a roda traseira, se ela derrapa com a roda dianteira fica muito difícil manter o controle e você vai cair;
3. o uso de paralamas é essencial;
4. proteja da chuva seu tronco e suas coxas pois são estas as partes que mais molham;
5. na falta de um equipamento mais adequado use um saco plástico para proteger os pés e as canelas, tomando cuidado para que não escorreguem no pedal e não se enrolem na corrente;
6.proteger a cabeça com um capuz é recomendável mas cuidado com aqueles capuzes que tiram a sua visão lateral;
7.use o pisca-pisca e o farol;
8.evite correr para não suar muito pois como você está de capa tende a transpirar mais;
9.se levar mochila cubra-a com um saco plástico e coloque roupas e documentos dentro dela num saco plástico também;
10.se estacionar a bicicleta na chuva cubra o selim com um saco plástico;
11. se você está pegando a chuva na volta para casa ou é apenas um passeio, aproveite, tire a camisa e curta a chuva. No Rio não costuma fazer muito frio e como você estará pedalando vai se sentir confortável.


EXPERIMENTE!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Pontualidade ciclística


Aqui vai um post tirado do blog Transporte Ativo que faz parte da ong de mesmo nome e que no Rio é a entidade que mais luta pelos direitos dos ciclistas.



"Os motivos para adotar a bicicleta como meio de transporte são os mais variados, no entanto um deles merece enorme destaque, a pontualidade. Mas esse conceito pode parecer um pouco misterioso para quem ainda não pedala.

A lógica no entanto é muito simples: um ciclista na cidade viaja a uma velocidade média de aproximadamente 15 km/h. Mais do que um dado científico, trata-se acima de tudo de uma comprovação empírica vivida por qualquer ciclista urbano no seu dia a dia.

A experiência cotidiana ensina de maneira definitiva que se um lugar está a 5 quilômetros de distância o ciclista vai precisar de 20 minutos para completar o trajeto sem pressa. Um semáforo fechado a mais ou a menos, a chuva ou o calor, tudo isso interfere pouco. As variações vão sempre cair dentro de uma margem de erro razoável.

O domínio quase que absoluto sobre as variáveis distância e tempo acabam por tornar o ciclista um ser humano capaz de ser mais pontual que a média dos habitantes da cidade. Com as facilidades trazidas pelos mapas disponíveis na internet um ciclista precisa apenas definir uma rota para saber a distância e depois fazer um cálculo matemático simples para aferir o tempo necessário para o deslocamento pretendido.

Com ou sem congestionamentos motorizados, durante as horas de pico, ou no meio da madrugada quem pedala vai sempre saber quanto tempo demora para ir do ponto A ao ponto B dentro da sua cidade. Com os problemas enfrentados rotineiramente por quem depende dos motores para se locomover na cidade, o ciclista urbano torna-se um pouco uma figura mítica. É capaz de prever quanto tempo irá demorar para se deslocar até mesmo na ultracongestionada São Paulo."